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domingo, 17 de julho de 2011

A ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL


A presença das Artes em todas as culturas tenta concretizar em formas, cores, sons, os sentimentos e experiências do ser humano. Concordamos com Alcídio Mafra de Souza quando diz “Quanto mais examinamos o lugar que a arte ocupa e sempre ocupou nas atividades humanas, mais nos convencemos de sua importância. Não será ela, por acaso, o mais considerável de nossos meios de investigação e de comunicação?” (SOUZA, Alcídio Mafra, pág. 48, Artes Plásticas nas Escola, 1988)
            Quando pensamos em arte na escola, imediatamente pensamos na significação e nos valores que o educando pode obter, uma vez que as portas do conhecimento estão abertas, mais do que nunca, na fase pré-escolar. “Quando o professor reconhece o valor da atividade artística, procura capitalizar suas possibilidades com uma efetiva experiência educativa.”( SOUZA, Alcídio Mafra, pág. 50, Artes Plásticas nas Escola, 1988)
            Considerando que há diferenças peculiares entre uma fase de desenvolvimento infantil e outra, podemos dizer que as transformações que ocorrem de criança para criança podem ser diferentes, mas que o foco de educação para artes deve ser abrangente, construindo no indivíduo uma percepção mais apurada para a vida. “Deve ser capaz de transformar sua criança num indivíduo investigador consciente(que faz uso da inteligência), e com autonomia de ação (que não necessita do apoio do adulto ou de instruções), num ser inteligente e capaz de continuar o seu crescimento e ampliar o seu conhecimento por direção própria(...)é de pequena que ela forma ou não atitude positiva e ativa frente a situações novas. (RIZZO, Gilda, pág,35, Educação Pré-Escolar,1992)
             Propõe-se-á oportunidades para a educação infantil que levem a criança `a observação, imaginação, fluência, exploração, improvisação, concentração, criação e flexibilidade.
            A começar pelo ambiente de trabalho, a Arte Educadora trabalha conforme o ambiente do qual disponha, mas deve zelar pela iluminação, e pela facilidade de asseio, favoráveis ao desenvolvimento harmônico da expressão infantil. Com imaginação, poderemos obter um ambiente pobre e sem atrativos num local que estimule o desencadear de experiências ricas de aprendizagem.”Na Pré-escola, a jardineira precisa cuidar do clima social da sala-ambiente para que existam inúmeras oportunidades de conversinhas entre os membros de seu grupo. A posição de carinho e estímulo da jardineira será de suma importância no estabelecimento desse clima onde todos deverão gozar do direito à expressão do pensamento e desenvolver a sua linguagem.” (RIZZO, Gilda, pág,37, Educação Pré-Escolar,1992)
            Tomando-se como exemplo as características de crianças de 3 a 4 anos (movimentar-se, espalhar os materiais, construir e desmanchar suas construções),  preparamos um ambiente propício às ações naturais das crianças, sem esquecer que nesta faixa deixam cair a água, picam papéis espalhando-os pelo chão, sujam-se com tintas e estas são consideradas atividades naturais que não devem ser impedidas.
            Pouco a pouco a criança tem a noção de organização adquirindo hábitos saudáveis, e aos seis anos já não tem tanta necessidade de espaço, ainda que necessite circular pela sala. Também os materiais deverão estar ao alcance e com fácil identificação, porque a elas caberá auxiliar o professor na organização de sua sala de aula. “A criança aprende melhor vendo e pegando as coisas. Ela ainda não trabalha mentalmente informações ouvidas em palestras abstratas do professor.” (RIZZO, Gilda, pág,83, Educação Pré-Escolar,1992).
 Atividades fora da sala também oferecem condições de pesquisa e coleta de materiais, desde que sejam observadas as seguintes condições:
  • Planejamento das aulas.
  • Direcionar o ambiente de acordo com a proposta.
  • Orientar de forma clara e segura.
  • Oferecer alternativas que visem o atendimento às diferenças individuais.
  • Prever o material e o resultado do produto obtido.
  • Ter propostas prontas para os educandos que terminam antes seus trabalhos.
·         Estar disposto a conversar com as crianças sobre as produções delas.

Os Materiais Indicados

            Nesta faixa etária normalmente usar-se-á o lápis de cera, pela facilidade de manuseio, mas já introduz-se o lápis de cor para que a criança comece a ter contato com o mesmo.
            A aplicação do lápis de cera permite traços amplos sobre superfícies maiores e tem atuação:
  1. Gráfica quando utilizados para desenhos;
  2. Pictóricas quando atritados cobrindo as superfícies;e
  3. Escultórica quando gastos por instrumentais.

As tintas mais indicadas são o guache e as anilinas, tomando-se o cuidado de utilizar papéis mais espessos que suportem a água da tinta. Deve-se tomar alguns pequenos cuidados que aumentam a qualidade dos trabalhos como mexer a tinta antes de usar, adicionar água constantemente para que deslize melhor, retirar a tinta de seu pote com um palito de sorvete para não misturar as cores e fechar bem após o uso. Sua aplicação depende também da criatividade, já que além dos pincéis pode-se usar os dedos, esponjas, palitos, cotonetes, escovas, carimbos, espátulas e muito mais.

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